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Só uma em cada dez famílias consegue renegociar dívidas

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Em 29 mil pedidos de ajuda, só foi possível responder a cerca de 2.800. Para a Deco este é um claro sinal de que a situação financeira das famílias continua a agravar-se.

O número de famílias que ainda reúnem condições para serem ajudadas na restruturação das suas dividas está a diminuir, de acordo com a Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor. Apenas cerca de uma em cada dez consegue renegociar os seus créditos.

De acordo com o boletim estatístico da Deco, a que a Renascença teve acesso, o número de pedidos de ajuda estabilizou nos 29 mil, mas, em dois anos, caiu para metade a abertura de novos processos.

Mantém-se, assim, a tendência de queda do número de famílias que conseguem ter a ajuda da associação. Em 2014, dos 29 mil pedidos de ajuda que chegaram ao gabinete de apoio ao sobreendividado, só 2.768 famílias tinham condições para reestruturar as suas dívidas.

Para a coordenadora do gabinete de apoio ao sobreendividado da Deco, Natália Nunes, este é um sinal de que a situação financeira das famílias tem vindo a agravar-se.

“Já se tinha agravado em 2013, comparativamente com 2012, e continuou a agravar-se ainda mais em 2014. O agravar dessa situação levou a que a maior parte das famílias que nos contactou não tivesse qualquer capacidade para conseguir reestruturar a sua situação financeira”, afirma Natália Nunes.

Há outro sinal que indica até que ponto estão a aumentar as dificuldades das famílias, alerta a coordenadora do gabinete de apoio ao sobreendividado: “Tem a ver com o facto de, cada vez mais, termos famílias a pedirem-nos ajuda e que já não estão a residir em Portugal, estão fora do país e tiveram de sair do país porque foram confrontadas com situações de desemprego e pediram-nos ajuda para renegociar as dívidas que têm em Portugal”.

Em média, cada família que está a ser acompanhada pela Deco paga, todos os meses, 778 euros de prestações por quatro créditos. Também em média, as famílias que pediram ajuda em 2014 tinham um rendimento mensal na ordem dos mil euros.

Para pôr um travão ao sobreendividamento, a associação aconselha que os encargos com o crédito não ultrapassem 40% do rendimento mensal.

Fonte: Radio Renascença 

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