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Quarenta clientes lesados invadem Novo Banco em Braga

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Cerca de 40 clientes lesados do BES invadiram hoje de manhã as instalações do Novo Banco em Braga, com cartazes contra o Banco de Portugal e Ricardo Salgado, encontrando-se neste momento com tendas de campismo à porta da delegação.

Os manifestantes reclamam que lhes seja devolvido o dinheiro que tinham investido em papel comercial do GES, comprado aos balcões do BES.

Na semana passada, em Coimbra, mais de 50 pessoas invadiram também as instalações do Novo Banco na baixa de Coimbra para exigirem o dinheiro investido em papel comercial.
A 23 de Fevereiro, o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, defendeu que a compensação dos investidores que compraram papel comercial GES é “uma questão de respeito”, considerando que tem que ser encontrada “uma solução rapidamente”.

Na semana anterior, o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, tinha remetido para a CMVM as queixas que tem recebido de clientes do Grupo Espírito Santo (GES) lesados no papel comercial que foi vendido nas agências do Banco Espírito Santo (BES) a investidores de retalho.

A 03 de agosto de 2014, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado ‘banco mau’ (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os activos e passivos tóxicos do BES, assim como os accionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

A 03 de agosto passado, o BdP tomou o controlo do BES, após a apresentação de prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades: o chamado banco mau (um veículo que mantém o nome BES e que concentra os activos e passivos tóxicos do BES, assim como os accionistas) e o banco de transição que foi designado Novo Banco.

Em meados de Novembro foi criada uma comissão parlamentar de inquérito para “apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos, e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES [Grupo Espírito Santo], designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades”.

Fonte: i

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