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Portugal fecha 2014 com défice de 4,5% abaixo de todas as previsões

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Não vemos qualquer necessidade de alterar a meta do défice

O défice das administrações públicas fixou-se em 4,5% no final do ano passado. O resultado é mais positivo do que o previsto pelas instituições nacionais e internacionais – o Governo estimava um défice de 4,8%.

De acordo com a primeira notificação do procedimento por défices excessivos, a necessidade de financiamento das administrações públicas era de 7.822,3 milhões de euros no fecho do ano passado, uma recuperação face aos 8.180,9 milhões de 2013.

Isto significa que em percentagem do PIB, o défice das administrações públicas foi de 4,5% no fecho de 2014, 0,3 pontos percentuais abaixo do que estimava o governo. A previsão inicial do Executivo era de 4%, no entanto em setembro o Governo reportou a Bruxelas uma previsão de 4,8%, pela inclusão do financiamento do Estado à STCP e à Carris e do perdão do empréstimo (write-off) que a Parvalorem detinha sobre o BPN Crédito.

A previsão mais optimista para o défice de 2014 pertencia à Comissão Europeia (4,6%), mas até Bruxelas ficou aquém do valor obtido. Já o Fundo Monetário Internacional era quem previa a pior prestação: 5%.

Os resultados hoje divulgados não incluem qualquer impacto no saldo global das Administrações Públicas decorrente da capitalização do Novo Banco por parte do Fundo de Resolução. “Tendo em consideração que a venda do Novo Banco ainda não ocorreu, não existe informação suficiente para avaliação final da operação de capitalização”, refere o INE. O Banco de Portugal e a UTAO estimavam que a inclusão do Novo Banco pudesse levar o défice a subir cerca de 2,8 pontos percentuais.

O INE antecipa que este ano o défice possa cair para 2,7%. O FMI volta a ser a instituição mais negativa, com uma previsão de 3,3%.

O governo afirmou hoje, no final do Conselho de Ministros, que “um défice três décimas abaixo do valor orçamentado é mais uma confirmação de que as metas de 2015 vão ser atingidas”, disse Marques Guedes.

Dívida agravou-se

Em relação à dívida, a prestação nacional foi menos favorável, tendo o endividamento subido para 130,2% do PIB, no fecho do ano passado, 225.280,4 milhões de euros. Este valor é bem pior do que o previsto pelo Executivo, que apontava para uma redução face aos 129,7% de 2013 (127,2%).

O Banco de Portugal já tinha este mês antecipado uma subida da dívida, mas a sua expectativa era de que não fosse além dos 128,7% do PIB.

O aumento do endividamento público poderá estar associado à formulação de almofadas financeiras. A previsão aponta para que o endividamento das administrações públicas possa, este ano, regressar a valores de 2012 (125,4%).

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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