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Ministro reconhece que “crises trazem riscos acrescidos”

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O ministro da Saúde, Paulo Macedo, reconheceu esta quinta-feira, em Oslo, numa reunião dedicada ao impacto da crise financeira na saúde da população europeia, que “as crises económicas trazem riscos acrescidos”, defendendo uma “especial atenção ao acesso aos serviços e aos medicamentos”.

Ministro reconhece que crises trazem riscos acrescidos

“Temos que prestar especial atenção ao acesso aos serviços, mas também aos medicamentos”, disse Paulo Macedo durante a sua intervenção sobre “a crise como uma oportunidade para introduzir reformas que melhorem a eficiência”, que decorreu neste encontro promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Observatório Europeu de Saúde Pública (OESP).

Perante colegas de pasta europeus e especialistas, Paulo Macedo lembrou que “Portugal está a meio de um programa de ajustamento económico e financeiro”, o qual tem objectivos “ambiciosos e difíceis de alcançar”.

“Estes desafios são particularmente exigentes quando os serviços nacionais de saúde já enfrentavam dificuldades financeiras”, adiantou.

Sobre “algumas das medidas agora implementadas pelo Ministério da Saúde”, Paulo Macedo considerou que estas “podiam, de facto, ter sido implementadas há muito, nomeadamente a prescrição por denominação comum internacional ou a redução dos custos com o trabalho extraordinário”.

“Acreditamos que, no longo prazo, a sustentabilidade do Ministério da Saúde depende, em grande medida, da capacidade de alterar comportamentos através de actividades de promoção da saúde e prevenção da doença”.

Caso contrário, adiantou, “não haverá aumento de financiamento ou redução da despesa suficientes para equilibrar as contas”.

Paulo Macedo partilhou depois o conjunto de reformas em diferentes sectores que o Ministério da Saúde lançou para o curto e médio prazo, “sendo o incremento da eficiência um dos principais objectivos” e revelou que “existe ainda margem para introdução de melhorias noutras áreas”.

Em relação ao futuro, Paulo Macedo reconheceu os “desafios” que Portugal “tem pela frente”: “A despesa com medicamentos nos hospitais públicos duplicou em dez anos e, apesar de diversas medidas (incluindo a publicação de normas de orientação clínica), não conseguimos inverter esta tendência, em contraste com as reduções conseguidas no ambulatório (30 por cento em dois anos)”.

Globalmente falando, o ministro disse que o conjunto de medidas aplicado permitiu ao governo “colocar a despesa mais em linha com as receitas”.

“No limite, os nossos objectivos são os de melhorar os cuidados e a saúde, ao mesmo tempo que reduzimos os custos e os desperdícios”, concluiu.

Fonte: Notícias ao Minuto

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