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Estes mortos-vivos são portugueses e vão para a PlayStation 4 e XBox One

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Numa pequena cidade norte-americana, cai uma chuvada tóxica que leva os mortos a levantarem-se das campas. O exército intervém e bloqueia os acessos à cidade: ninguém sai e ninguém entra. Lá dentro há exorcistas, assassinos e talhantes a combaterem os zombies, e nós podemos ser um deles.

Quem gosta de “The Walking Dead” vai estar interessado neste novo videojogo de zombies, que a empresa portuguesa Bigmoon Studios acaba de lançar. Chama-se “Trapped Dead: Lockdown” e é editado pela HeadUp Games. Ficou disponível a partir de 20 de março para PC, Mac, Linux e plataforma online Steam. Chega à PlayStation 4 e Xbox One em maio e é o primeiro jogo português nestas consolas..

“Já são as editoras que nos conhecem e nos contactam”, afirma ao Dinheiro Vivo o CEO Paulo Gomes, que fundou a empresa em 2008 e esteve este mês em São Francisco, na Game Developers Conference, a assinar novos contratos. Sediada em Vila Nova de Gaia, a Bigmoon é já uma das maiores empresas portuguesas a desenvolver videojogos – tem 20 pessoas nos quadros e fatura mais de 300 mil euros por ano – e vai lançar pelo menos cinco novos títulos em 2015.

“A nossa estratégia é que a Bigmoon venha a ser reconhecida, como qualquer produtora de topo, por este nível de jogos +AAA”, adianta Paulo Gomes, que está no sector desde 2001 e foi um dos fundadores da extinta Gameinvest. O novo título de zombies foi o jogo que obrigou a maior investimento por parte da empresa: demorou dois anos a ser feito e incluiu a gravação de áudio nos Estados Unidos, com 12 atores norte-americanos.

O seu lançamento servirá também para fechar um período conturbado na empresa, que começou em setembro de 2014 quando a cliente BitComposer faliu e ficou a dever-lhes 200 mil euros. Tiveram de despedir 12 pessoas e perderam três projetos que pesavam 65% na faturação anual. “Ficaram a dever-nos uma pipa de massa”, lamenta Gomes, mas tal “não alterou a estratégia nem a nossa convicção. Fomos buscar dois novos clientes.”

A Bigmoon está agora com vários projetos. A seguir aos zombies, estreia no final de abril o “Space Empires V: Battle for Artemis” em PC, Mac, Linux e Steam, uma encomenda para o mais recente título da saga “Space Empires.” E, mais excitante ainda, vai revelar o seu segundo RPG – jogo de interpretação de personagens – que “será do tipo Dungeons & Dragons”. Os outros dois títulos, para PlayStation 4 e Xbox One, serão revelados durante a feira E3 em Los Angeles, em junho.

“O nosso objetivo sempre foi desenvolver jogos “hardcore”, como RPG e corridas. Não é a nossa área jogos casuais nem aplicações”, adianta Paulo Gomes. Por isso precisam de mais gente e mais tempo. “São jogos que nos obrigam a um investimento acima da média, do ponto de vista de orçamento e qualidade gráfica.”

Com a empresa a crescer 40% por ano, o próximo passo é a internacionalização: “Temos em mente abrir mais dois ou três estúdios, no Canadá, Estados Unidos, Inglaterra ou Alemanha, no prazo de um ano.”

Em São Francisco, a Bigmoon já tem um “ponto de interesse”, e a passagem pelo GDC vai dar frutos ainda este ano. Foi uma conferência com muitos “indies” e em que a fabricante de processadores Nvidia anunciou a Shield, uma consola que dobra como set-top-box para televisões Android e tem uma plataforma on-demand de jogos, Grid. A Microsoft também anunciou que os óculos holográficos HoloLens, previstos para o outono, terão acesso a jogos da Xbox. Ou seja: a segunda metade do ano será muito interessante para a indústria, que está a fervilhar em Portugal.

Fonte: Dinheiro Vivo

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